sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Para Você Morena!!!

Linda morena que rouba o meu olhar, disfarçado me faço, com os olhos a laço, a vastidão do mar socorre o meu lapso, meu desejo não se contém, então, um poema faço.

Teu corpo sedutor e lindo, é a porta de entrada para a admiração inicial. Teu sorriso e olhar estabelecem o fascínio completo. Tua expansividade torna a atração mais eloqüente. Tua malícia e sensualidade são hipnotizantes.

Tua naturalidade chega a inibir, porém, logo após estar à vontade. Essas e outras qualidades naturais a essa bela, maravilhosa e esfuziante mulher. Fazem de você essa pessoa especial, apaixonante e linda totalmente.

Que pena moça morena da voz serena que pensei fosse a trilha dos sonhos meus.

Fascina-me a brancura da açucena
as flores alvas são as mais bonitas mas me atraem com forças infinitas teus olhos negros, tua tez morena.

Morena do mar, cabelos ao ar, passos gingados na cadência do mar, requebrado na indecência do olhar, de novo disfarço-me na vastidão de um luar.

Como as flores, também, casta e serena, aos desejos de amar, cheiro contagiante em que não se pode tocar, mas, somente seu cheiro inalar e ao meu coração contagiar.

Arrastaria tudo, humildemente à alma, livre da angústia que a condena, para ter-te afinal sempre presente, e, se adorar-te fosse a minha pena, amaria em silêncio, eternamente.

Morena, linda do mar, quisera eu poder roubar, uma gota somente de seu sorriso saliente, nesta manhã quente talvez este poema não viesse a me ocupar, pois, perdido eu estaria extasiado em seu negro olhar.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Como Fazer Bom Médico


Os iluministas, no século 18, diziam que as novas descobertas da ciência aumentariam o bem-estar e esparramariam a felicidade pela humanidade. Por extensão, acho que imaginaram que os médicos e a medicina seriam dois dos instrumentos que nos transportariam a esse estado de graça, pois poucas áreas do conhecimento experimentaram transformações tão extraordinárias. Passaram-se quase três séculos e, se o semblante das pessoas e as notícias dos jornais valerem, crêem que as coisas não foram tão bem. Nem a felicidade inundou a humanidade, nem os médicos conseguiram exterminar o sofrimento e conduzir ao ideal iluminista. Li que os médicos têm errado, são gananciosos e, às vezes, até matam. Não tenho dúvida de que a ingenuidade iluminista não levou em conta as imperfeições da natureza humana e o seu comportamento errático, que nos impedem de gerar médicos perfeitos. Se esse sonho é inatingível, seria ao menos possível criar bons médicos? Para responder a essa questão é importante compreender o que é um bom médico e por que nossa sociedade tem dificuldade para produzi-lo. A medicina, exercida na sua dimensão superior, apóia-se em dois pilares, o conhecimento científico e o humanismo. Este conceito, aparentemente óbvio, explica por que um bom médico não é aquele apenas dotado de grande ilustração técnica, já que, por mais sabido, nenhum homem dominará todos os mistérios da natureza. Tampouco é aquele que só tem compaixão e estabelece relações humanas profundas, pois só essas qualidades podem ser insuficientes para uma ação médica efetiva. Também não é aquele que confere toda a autonomia ao paciente, respeitando seu direito de escolha, pois o conhecimento médico é complexo para ser bem dominado pelos não-afeitos. Não é aquele que apenas compreende o valor da família, ela que reconforta e também sofre com os ventos da incerteza, pois nem todas as famílias partilham da dor. Menos ainda é aquele que já fez descobertas originais, pois as novas informações técnicas quase sempre representam pequenos tijolos que vão sendo acrescidos a essa edificação maior chamada ciência médica. Na verdade, o bom médico é o que combina o maior número dessas virtudes, aquele que se coloca ao lado do paciente, como bom companheiro.Os médicos se afastaram de seus parceiros; passaram a se preocupar em estender a vida, e não em expandir a existência. Por que está difícil fazer bons médicos? Em primeiro lugar, as escolas médicas têm acertado, mas com igual frequência têm falhado na escolha de seus alunos. O processo atual de seleção privilegia inteligência e capacidade de memorização e está longe de definir o potencial humanístico do aluno. Ademais, as escolas médicas elegem seus professores em função do número de linhas de seus currículos, que costumam refletir apenas conhecimentos técnicos. Com esse perfil, produzem-se professores que, com certa frequência, são incapazes de impregnar seus alunos com sentimentos humanísticos mais genuínos. Nossos governantes também não têm cumprido a sua parte. Permitiram a proliferação exagerada de escolas médicas, aceitando a idéia falaciosa de que estavam sendo criadas mais oportunidades para os jovens. Infelizmente, um número além do razoável dessas escolas funciona de maneira deficiente, principalmente na área de ensino hospitalar. Como resultado, uma quantidade indesejável de profissionais pouco preparados é lançada no mercado, com todas as consequências negativas previsíveis. Os salários do pessoal da saúde também foram aviltados- a remuneração básica em janeiro último, de um médico do SUS com 18 anos de trabalho, foi de R$ 1.491. Como exigir que esse profissional deixe de ter três ou quatro empregos ou que se mantenha atualizado, sendo que um livro técnico custa entre US$ 50 e US$ 500 e qualquer curso de aperfeiçoamento tem de ser pago pelo próprio médico? Não custa lembrar que 95% dos médicos brasileiros são assalariados, prestam serviços a organizações privadas de assistência à saúde - que contribuem para o desalento médico, cerceando sua autonomia de ação clínica, com restrições exageradas e perigosas. Finalmente, a sociedade e os próprios médicos também têm falhado. Arthur Smith, um autor inglês contemporâneo, escreveu que pacientes e médicos dançam juntos e um não sobrevive sem o outro. Essa coreografia foi posta de lado quando a sociedade passou a exigir dos médicos nada menos do que a perfeição, não aceitando sequer a derrota em fatos inexoráveis, como a existência de doenças incuráveis, a decadência pelo passar dos anos ou a morte implacável. Sociedade que assume uma postura quase sempre intolerante, sem levar em conta o ambiente circundado pela indigência, no qual atua um sem-número de médicos brasileiros. Os médicos também se afastaram de seus parceiros. Treinados para lidar com números e estatísticas frias e tocadas pelos enormes avanços da ciência, passaram a se preocupar em estender a vida, e não em expandir a existência. Ficam deslumbrados quando descobrem que podem prolongar a sobrevida por mais cinco ou dez anos, sem se importar se esses seres ficarão inertes e desconectados diante de uma televisão ou coletando seus produtos em fraldas. Com todas essas imperfeições, ainda é possível fazer bons médicos? Acho que sim. Michelangelo dizia que cada bloco de mármore bruto esconde uma figura esculpida, pronta para ser liberada com um pouco de trabalho e talento. Esta é a função dos educadores médicos. Descobrir, nos blocos amorfos, os pequeninos Davis e Pietàs, dotados não apenas de brilho intelectual para corrigir, mas, principalmente, de sentimentos humanísticos puros que irão curar. E que serão moldados para assumir o papel multidimensional que os médicos ocupavam em épocas anciãs, quando eram os guardiões do corpo e da alma. Os pequeninos que serão ensinados a misturar poderosos elixires, que aliviam o sofrimento físico com outras poções mágicas, de efeitos quase sublimes: ouvir sem julgar, expressar-se numa dimensão superior, respeitar as preferências individuais, estar ao lado continuamente e criar esperança - mesmo que sejam vislumbres de esperança. Dos educadores médicos, e também de todos os médicos, espera -se ainda mais: que assumam o papel de modelo no caráter e no comportamento, sem o que nenhuma virtude moral pode ser ensinada. Em um dos diálogos de Platão, Sócrates tentou explicar se virtude era transmitida por palavras ou conquistada pela prática. Como sempre, iluminou a questão, mas, nesse caso, não a respondeu de maneira definitiva. Essa resposta foi dada por Aristóteles: virtude é adquirida pela prática, e a melhor forma de incuti-la é pelo exemplo. Acho que a nossa sociedade e nossos governantes podem produzir o exemplo. Mas, enquanto eles não se decidem, não custa nada fazermos a nossa parte.

Miguel Srougi, 56, médico, pós-graduado em urologia pela Harvard Medical School (EUA), é professor titular de urologia da Unifesp (antiga Escola Paulista de Medicina).

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A Caderneta Vermelha


O carteiro estendeu o telegrama.
José Roberto não agradeceu e enquanto abria o envelope, uma profunda ruga sulcou-lhe a testa.
Uma expressão mais de surpresa do que de dor tomou-lhe conta do rosto. Palavras breves e incisas.
"Seu pai faleceu. Enterro 18 horas. Mamãe."
José Roberto continuou parado, olhando para o vazio.
Nenhuma lágrima lhe veio aos olhos, nenhum aperto no coração. Nada!
Era como se houvesse morrido um estranho. Por que nada sentia pela morte do velho?
Com um turbilhão de pensamentos confundindo-o, avisou a esposa, tomou o ônibus e se foi, vencendo os silenciosos quilômetros de estrada enquanto a cabeça girava a mil.
No íntimo não queria ir ao funeral e, se estava indo era apenas para que a mãe não ficasse mais amargurada. Ela sabia que o pai e filho não se davam bem.
A coisa havia chegado ao final no dia em que, depois de mais uma chuva de acusações, José Roberto havia feito as malas e partido prometendo nunca mais botar os pés naquela casa.
Um emprego razoável, casamento, telefonemas à mãe pelo Natal, Ano Novo ou Páscoa... Ele havia se desligado da família não pensava no pai e a última coisa que desejava na vida era ser parecido com ele.
O velório:
Poucas pessoas. A mãe está lá, pálida, gelada, chorosa. Quando reviu o filho, as lágrimas correram silenciosas, foi um abraço de desesperado silêncio.
Depois, ele viu o corpo sereno envolto por um lençol de rosas vermelho – como as que o pai gostava de cultivar.
José Roberto não verteu uma única lágrima, o coração não pedia. Era como estar diante de um desconhecido um estranho, um...
O funeral:
O sabiá cantando, o sol se pondo e logo tudo terminou. Jose ficou em casa com a mãe até a noite, beijou-a e prometeu que voltaria trazendo netos e esposa para conhecê-la. Agora, ele poderia voltar à casa, porque aquele que não o amava, não estava mais lá para dar-lhe conselhos ácidos nem para criticá-lo.
Na hora da despedida a mãe colocou-lhe algo pequeno e retangular na mão – Há mais tempo você poderia ter recebido isto – disse. – Mas, infelizmente só depois que ele se foi eu encontrei entre os guardados mais importantes...
Foi um gesto mecânico que, minutos depois de começar a viagem, meteu a mão no bolso e sentiu o presente. O foco mortiço da luz do bagageiro revelou uma pequena caderneta de capa vermelha. Abriu-a curioso.
Páginas amarelas. Na primeira, no alto, reconheceu a caligrafia firme do pai: “Nasceu hoje o José Roberto. Quase quatro quilos! O meu primeiro filho, um garotão! Estou orgulhoso de ser o pai daquele que será a minha continuação na Terra!”.
À medida que folheava, devorando cada anotação, sentia um aperto na boca do estomago, mistura de dor e perplexidade, pois as imagens do passado ressurgiram firmes e atrevidas como se acabassem de acontecer!
“Hoje, meu filho foi para escola. Está um homenzinho! Quando eu o vi de uniforme, fiquei emocionado e desejei-lhe um futuro cheio de sabedoria. A vida dele será diferente da minha, que não pude estudar por ter sido obrigado a ajudar meu pai. Mas para meu filho desejo o melhor. Não permitirei que a vida o castigue”.
Outra página – “Roberto me pediu uma bicicleta, meu salário não dá, mas ele merece porque é estudioso e esforçado. Fiz um empréstimo que espero pagar com horas extras”.
José Roberto mordeu os lábios. Lembrava-se da sua intolerância, das brigas feitas para ganhar a sonhada bicicleta. Se todos os amigos ricos tinham uma por que ele também não poderia ter a sua?
E quando, no dia do aniversário, a havia recebido, tinha corrido aos braços da mãe sem sequer olhar para o pai. Ora, o “velho” vivia mal-humorado, queixando-se do cansaço, tinha os olhos sempre vermelhos... e José Roberto detestava aqueles olhos injetados sem jamais haver suspeitados que eram de trabalhar até a meia-noite para pagar a bicicleta...”
“Hoje fui obrigado a levantar a mão contra meu filho! Preferia que ela tivesse sido cortada, mas fui preciso tentar chamá-lo á razão, José Roberto anda em más companhias, tem vergonha da pobreza dos pais, e se não disciplinar, amanhã será um marginal.”
“É duro para um pai castigar um filho e bem sei que ele poderá me odiar por isso; entretanto, devo educá-lo para seu próprio bem.”
“Foi assim que aprendi a ser um homem honrado e esse é o único modo que sei de ensiná-lo”.
José Roberto fechou os olhos e viu toda a cena quando por causa de uma bebedeira, tinha ido para a cadeia. Naquela noite, se o pai não tivesse aparecido para impedi-lo de ir ao baile com os amigos...
Lembrava-se apenas do automóvel retorcido e manchado de sangue que tinha batido contra uma árvore... Parecia ouvir sinos, o choro da cidade inteira enquanto quatro caixões seguiam lugubremente para o cemitério.
As páginas se sucediam com ora curtas, ora longas anotações, cheias das respostas que revela o quanto, em silêncio em amargura, o pai o havia amado. O “velho” escrevia de madrugada.
Momentos da solidão, num grito de silêncio, porque era desse jeito que ele era desse jeito que ele era, ninguém o havia ensinado a chorar e a dividir suas dores, o mundo esperava que fosse durão para que não o julgassem nem fraco e nem covarde.
E, no entanto, agora José Roberto estava tendo a prova que, debaixo daquela fachada de fortaleza havia um coração tão terno e cheio de amor.
A última página. Aquela do dia em que ele havia partido:
- “Deus, o que fiz de errado para meu filho me odiar tanto? Por que sou considerado culpado, se nada fiz, senão tentar transformá-lo em um homem de bem?”
“Meu Deus, não permitia que esta injustiça me atormente para sempre. Que um dia ele possa me compreender e perdoar por eu não merecia ter.”
Depois não havia mais anotações e as folhas em branco davam a idéia de que o pai tinha morrido José Roberto fechou depressa a caderneta, o peito doía. O coração parecia haver crescido tanto, que lutava para escapar pela boca. Nem viu o ônibus entrar na rodoviária, levantou aflito e saiu quase correndo porque precisava de ar puro para respirar.
A aurora rompia no céu e mais um dia começava. “Honre seu pai para que os dias de sua velhice sejam tranqüilos!” – certa vez ele tinha ouvido essa frase e jamais havia refletido na profundidade que ela continha. Em sua egocêntrica cegueira de adolescente, jamais havia parado para pensar em verdades mais profundas.
Para ele, os pais eram descartáveis e sem valor como as embalagens que são atiradas ao lixo. Afinal, naqueles dias de pouca reflexão tudo era juventude, saúde, beleza, música, cor, alegria, despreocupação, vaidade. Não era ele um semideus? Agora, porém, o tempo o havia envelhecido, fatigado e também tornado pai aquele falso herói.
De repente. No jogo da vida, ele era o pai e seus atuais contestadores. Como não havia pensado nisso antes? Certamente por não ter tempo, pois andava muito ocupado com os negócios, a luta pela sobrevivência, a sede de passar fins de semana longe da cidade grande, a vontade de mergulhar no silêncio sem precisar dialogar com os filhos.
Ele jamais tivera a idéia de comprar uma cadernetinha de capa vermelha para anotar uma frase sobre seus herdeiros, jamais lhe havia passado pela cabeça escrever que tinha orgulho daqueles que continuam o seu nome. Justamente ele, que se considerava o mais completo pai da Terra?
Uma onda de vergonha quase o prostrou por terra numa derradeira lição de humildade.
Quis gritar, erguer procurando agarrar o velho para sacudi-lo e abraçá-lo, encontrou apenas o vazio.
Havia uma raquítica rosa vermelha num galho no jardim de uma casa, o sol acabava de nascer. Então, José Roberto acariciou as pétalas e lembrou-se da mãozona do pai podando, adubando e cuidando com amor. Por que nunca tinha percebido tudo aquilo antes?
Uma lágrima brotou como o orvalho, e erguendo os olhos para o céu dourado, de repente, sorriu e desabafou-se numa confissão aliviadora: - “Se Deus me mandasse escolher, eu juro que não queria ter tido outro pai que não fosse você velho! Obrigado por tanto amor, e me perdoe por haver sido tão cego.”

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Flor da Honestidade


Conta-se que por volta do ano 250 a.c, na China antiga, um príncipe da região norte do país, estava às vésperas de ser coroado imperador, mas, de acordo com a lei, ele deveria se casar.
Sabendo disso, ele resolveu fazer uma "disputa" entre as moças da corte ou quem quer que se ache digna de sua proposta. No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio.
Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.
Ao chegar em casa e relatar o fato à jovem, espantou-se ao saber que ela pretendia ir à celebração, e indagou incrédula:
- Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes todas as mais belas ricas moças da corte. Tire esta idéia insensata da cabeça, eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne o sofrimento uma loucura.
E a filha respondeu:
- Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca, eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar pelo menos alguns momentos perto do príncipe, isto já me torna feliz.
À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções. Então, finalmente, o príncipe anunciou o desafio:
- Darei a cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da China.
A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valorizava muito a especialidade de "cultivar" algo, sejam costumes, amizades, relacionamentos etc...
O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura a sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se preocupar com o resultado.
Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido. Dia após dia ela percebia cada vez mais longe o seu sonho, mas cada vez mais profundo o seu amor. Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado.
Consciente do seu esforço e dedicação a moça comunicou a sua mãe que, independente das circunstâncias retornaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.
Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes, cada uma com uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas formas e cores. Ela estava admirada, nunca havia presenciado tão bela cena.
Finalmente chega o momento esperado e o príncipe observa cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica a bela jovem como sua futura esposa.
As pessoas presentes tiveram as mais inesperadas reações. Ninguém compreendeu porque ele havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado.
Então, calmamente o príncipe esclareceu:
- Esta foi à única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz. A flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.
A honestidade é como uma flor tecida em fios de luz, que ilumina quem a cultiva e espalha claridade ao redor.
- Que esta nos sirva de lição e independente de tudo e todas as situações vergonhosas que nos rodeiam, possamos ser luz para aqueles que nos cercam.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Verdade sobre Romeu e Julieta


Sabem por que Romeu e Julieta são ícones do amor?
São falados e lembrados, atravessaram os séculos incólumes no tempo, se instalando no mundo de hoje como casal modelo de amor eterno?
Porque morreram e não tiveram tempo de passar pelas adversidades que os relacionamentos estão sujeitos pela vida afora. Senão provavelmente Romeu estaria hoje com a Manoela e Julieta com o Ricardão.
Romeu nunca traiu a Julieta numa balada com uma loira linda e siliconada motivado pelo impulso do álcool. Julieta nunca ficou 5 horas seguidas esperando Romeu, fumando um cigarro atrás do outro, ligando incessantemente para o celular dele que estava desligado. Romeu não disse para Julieta que a amava, que ela era especial e depois sumiu por semanas. Julieta não teve a oportunidade de mostrar para ele o quanto ficava insuportável na TPM. Romeu não saia sexta feira à noite para jogar futebol com os amigos e só voltava as 6:00 da manhã bêbado e com um sutiã perdido no meio da jaqueta e que não era da Julieta. Julieta não teve filhos, engordou, ficou cheia de estrias, celulite e histérica com muita coisa para fazer. Romeu não disse para Julieta que precisava de um tempo, que estava confuso, querendo na verdade curtir a vida e que ainda era muito novo para se envolver definitivamente com alguém. Julieta não tinha um ex-namorado em quem ela sempre pensava ficando por horas distante, deixando Romeu com a pulga atrás da orelha. Romeu nunca deixou de mandar flores para Julieta no dia dos namorados alegando estar sem dinheiro. Julieta nunca tomou um porre fenômenal e num momento de descontrole bateu na cara do Romeu no meio de um bar lotado. Romeu nunca duvidou da virgindade da Julieta. Julieta nunca ficou com o melhor amigo de Romeu. Romeu nunca foi numa despedida de solteiro com os amigos num prostíbulo. Julieta nunca teve uma crise de ciúme achando que Romeu estava dando mole para uma amiga dela. Romeu nunca disse para Julieta que na verdade só queria sexo e não um relacionamento sério, ela deve ter confundido as coisas. Julieta nunca cortou dois dedos de cabelo e depois teve uma crise porque Romeu não percebeu a mudança. Romeu não tinha uma ex-mulher que infernizava a vida da Julieta. Julieta nunca disse que estava com dor de cabeça e virou para o lado e dormiu. Romeu nunca chegou para buscar a Julieta com uma camisa xadrez horrível de manga curta e um sapato para lá de ultrapassado, deixando-a sem saber onde enfiar a cara de vergonha...
Por essas e por outras que eles morreram se amando...

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Otimismo Sempre


"O otimista pode errar, mas o pessimista já começa errando" (Juscelino Kubitschek)

Ser otimista é o primeiro passo para o sucesso! Ver as coisas de maneira mais positiva ajuda. Bem, assim como a maioria das coisas na vida, acredito que tudo depende da sua atitude em relação ao problema a ser enfrentado. Podemos distorcer a realidade e viver em um mundo de conto de fadas, achando que tudo vai dar certo, mas sem fazer nada para que realmente dê ou pode fazer o contrário.
A cada dia trabalho com a difícil tarefa de me manter otimista. E como bom otimista que sou acredito ser esta a solução para a maioria dos problemas. Por isso sugiro, otimismo sempre.
Suzanne C. Segerstrom, autora do livro Desmistificando a Lei de Murphy, afirma que o otimismo influencia diretamente a motivação das pessoas na realização de suas tarefas: "Quanto mais positiva for a expectativa com relação a um resultado, mais motivação se tem para atingi-lo", ou seja, se acreditar que conseguirá realizar alguma tarefa no tempo determinado, você se esforçará mais para conseguir isso.Nos dias atuais, com as metas que precisamos cumprir, o otimismo tem um papel de grande relevância. Não sei se você reparou, mas quem é otimista costuma ser mais feliz, mais alegre. Pense naquelas pessoas do seu trabalho que vivem reclamando de tudo, não importa se chove ou faz sol, elas sempre lamentam. E aqueles que são os primeiros a dizer que sua nova sugestão não será aceita na empresa? Parece que nada dá certo para essas pessoas e a impressão que dá é que estão sempre de mal com a vida. Também pudera, por que seria diferente se elas não têm nenhuma boa expectativa?Por isso lanço aqui a pergunta, você, é otimista ou pessimista?
Pra mim, seja otimista sempre!