segunda-feira, 23 de março de 2009

Aqui Estou Eu


Aqui estou eu
para te fazer rir uma vez mais
confia em mim
deixa teus medos atrás
e já te das.

Aqui estou eu
com um beijo queimando nos lábios
é para ti
pode tua vida mudar
deixa-me entrar.

Peço ao sol que uma estrela azul
viaje até você e se apaixone por sua luz.

Aqui estou eu
abrindo meu coração
preenchendo tua falta de amor
fechando o passe a dor
não tema eu te cuidarei
só aceita-me.

Aqui estou eu
para te dar minha força e meu alento
e te ajudar a pintar mariposas na escuridão
serão de verdade
quero ser eu quem desperte em ti novos sentimentos
te ensine a querer
e te entregar outraa vez sem medir
os abraços que dê.

Peço a Deus
um toque de inspiração
para dizer o que você espera ouvir de mim.

Aqui estou eu
abrindo meu coração
preenchendo tua falta de amor
fechando o passe a dor
não tema eu te cuidarei
só aceita-me.

Me dá suas asas
vou curá-las
e de minha mão te convido a voar.
Aqui estou eu
abrindo meu coração
preenchendo tua falta de amor
fechando o passe a dor
não tema eu te cuidarei
sempre te amarei.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Muitos choram...


O vento bate na janela
e busco asas pra voar
ou pra mais perto de você
bem mais perto de você.

Estamos livres mais sozinhos
abandonados...
Por quem tinha que nos entender
por quem tinha que nos defender.

Hoje muitos choram
mas não desistem de viver
hoje muitos choram
sorrindo.

A vida passa como um rio
e não é mais tudo lindo
nos resta apenas confiar em Deus
nos resta apenas confiar.

São só palavras e promessas
dissimuladas...
que muitas vidas correm em suas mãos
muitas vidas correm em suas mãos.

Hoje muitos choram
mas não desistem de viver
hoje muitos choram
sorrindo...
sorrindo.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Sem Você...


Minha vida
minha história
só fez sentido
quando te conheci.

Seus olhos
sua face
me levam além do que pensei.

Se as vezes me escondo
em você me acho
nem da pra disfarçar.

Preciso dizer
você faz muita falta
não a como explicar.

Foi sem você que eu pude entender
que não é facil viver sem te ter
meu coração me diz que não
eu não consigo viver sem você...

... sem você.

segunda-feira, 2 de março de 2009

A tristeza


A tristeza é um sentimento intrínseco ao ser humano. Todas as pessoas estão sujeitas a tristeza. É a ausência de satisfação pessoal quando o indivíduo se depara com sua fragilidade. Enquanto a depressão é a raiva e a vingança digerida na pessoa. Na prática, é uma tentativa de devolver para os outros o que existe de pior em si.
A raiva existente na depressão é resultado da total falta de vitalidade e motivação. Existe também uma infantilização, onde o indivíduo induz o ambiente a ampará-lo e dedicar atenção exclusiva a ele. A depressão inibe a coragem de enfrentar os desafios; regride a busca do prazer e contamina o ambiente a sua volta.
A tristeza não chega aos limites citados na situação depressiva. Pelo contrário, é uma ferramenta valiosa para avaliação das metas de vida. Na infância, o modo de encarar a tristeza será definitivo para estabelecer a personalidade adulta.

Infelizmente, na cultura ocidental não valoriza-se os aspectos emotivos. Assim, um indivíduo se desenvolve crendo que a tristeza é um sentimento negativo, que fragiliza e expõe a personalidade. Por exemplo, uma pessoa insatisfeita num âmbito social sente-se triste, mesmo não tendo uma concepção nítida do que é a tristeza. Neste momento cria-se uma dívida com o próprio passado; o elemento sente que poderia ter aproveitado melhor as outras oportunidades que teve, e que agora o fazem um homem fracassado.

O descaso com os valores humanos acabam por expor o homem contemporâneo ao negativismo, e a busca excessiva pelos bens materiais e status social, compensa a carência sentimental, mas por outro lado, contamina e deturpa a noção de humanismo. Neste caso, a tristeza é apenas uma bússola que aponta a área emotiva mais afetada. Porém, outros sentimentos como o medo e a inveja funcionam como um alerta ao modo de vida desumano. A aceitação do fracasso e da fragilidade fica comprometida, já que o indivíduo direciona o motivo dos seus insucessos a outras causas, quando na verdade seriam apenas conseqüências. Portanto, fica claro que existe uma "auto-sabotagem".
O egoísmo exacerbado, no qual o homem é induzido desde a infância, produz um vazio pessoal. Porém, o bem-estar esta diretamente ligado a satisfação alheia. Se não houver a solidariedade, ou seja, a profunda preocupação com o próximo, o citado "vazio da personalidade" irá expandir-se. A tristeza ocupa este espaço e desmotiva o indivíduo a dar continuidade na busca de qualquer outro valor.
Outro fator que fortemente desencadeia a tristeza é a recusa. A dificuldade em aceitar o "não" torna-se desmotivante e abala a auto-estima. Por outro lado, a rejeição e a incapacidade frente a alguns obstáculos leva a quadros mais sérios e profundos da tristeza.
Várias correntes de discussão psicológica determinam os ganhos secundários do estado de sofrimento. É notório que o indivíduo que sofre, desperta comoção no ambiente, neste caso a atenção dispensada por outros faz com que o indivíduo sinta-se acolhido. Cultivar a tristeza é apenas fazer a manutenção desse estado de atenção e acolhimento despertada, é manter-se afastado e protegido da competitividade e ambição que norteiam a sociedade contemporânea. Mas na maioria das vezes, a solidariedade e o altruísmo são hipócritas, porque a necessidade da auto-superação e status social faz com que o sentimento de comoção seja verdadeiro, mas o apoio sincero é substituído pelo prazer na derrota alheia. Assim, esta afirmação é concretizada pelo fato de que o assistencialismo não supre as carências afetivas; é apenas um retórico inconsciente que absolve a obrigação da solidariedade.
Geralmente os indivíduos que sofrem de tristeza tem como característica básica de personalidade, impor a sua solidão pessoal para todas as pessoas que encontrarem no decorrer de suas vidas; como uma vingança contra seu sentimento que o martiriza. Assim, tornam-se retraídas, ciumentas e possessivas. Na questão sentimental, impõem ao parceiro uma eterna espera pela doação de seu lado afetivo.
Embora muitas vezes sofremos com determinados relacionamentos, sabemos que a perda pode nos custar ainda mais caro. O maior obstáculo para qualquer tipo de mudança é a desconfiança quase que absoluta em nosso potencial, gerando um receio imenso sobre se conseguiremos construir algo; se os ventos estarão ou não a nosso favor; se o destino ainda poderá nos reservar um mínimo de satisfação perante todo o pesadelo diário em que muitas pessoas vivem.

Estou triste, mas com fé em Deus vou melhorar!!!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

De tanto te querer


Larga tudo e vem correndo
vem matar minha vontade
já faz tempo que eu to sofrendo
mereço um pouco de felicidade.

Larga tudo e vem correndo
preu mergulhar no teu sorriso
me arranca desse inferno
me leva pro seu paraíso.

Eu não desisto do que eu quero
mas não me desespero
te espero
na tarde quente ou madrugada fria
na tristeza ou na alegria.

Ficar sozinho não rola
mas amor não se implora
nem se joga fora
o amor a gente conquista e não a quem desista
se o coraçao chora.

Chora com vontade de te ver
chora com saudade de você
chora as vezes eu nem sei porque
deve ser de tanto te querer.

De tanto amar você
eu não desisto do que eu quero
mas não me desespero
te espero
na tarde quente ou madrugada fria
na tristeza ou na alegria.

Ficar sozinho não rola
mas amor não se implora
nem se joga fora
o amor a gente conquista e não a quem desista.

Se o coraçao chora
chora com vontade de te ver
chora com saudade de você
chora as vezes eu nem sei porque
deve ser de tanto te querer
de tanto amar você.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Para Você Morena!!!

Linda morena que rouba o meu olhar, disfarçado me faço, com os olhos a laço, a vastidão do mar socorre o meu lapso, meu desejo não se contém, então, um poema faço.

Teu corpo sedutor e lindo, é a porta de entrada para a admiração inicial. Teu sorriso e olhar estabelecem o fascínio completo. Tua expansividade torna a atração mais eloqüente. Tua malícia e sensualidade são hipnotizantes.

Tua naturalidade chega a inibir, porém, logo após estar à vontade. Essas e outras qualidades naturais a essa bela, maravilhosa e esfuziante mulher. Fazem de você essa pessoa especial, apaixonante e linda totalmente.

Que pena moça morena da voz serena que pensei fosse a trilha dos sonhos meus.

Fascina-me a brancura da açucena
as flores alvas são as mais bonitas mas me atraem com forças infinitas teus olhos negros, tua tez morena.

Morena do mar, cabelos ao ar, passos gingados na cadência do mar, requebrado na indecência do olhar, de novo disfarço-me na vastidão de um luar.

Como as flores, também, casta e serena, aos desejos de amar, cheiro contagiante em que não se pode tocar, mas, somente seu cheiro inalar e ao meu coração contagiar.

Arrastaria tudo, humildemente à alma, livre da angústia que a condena, para ter-te afinal sempre presente, e, se adorar-te fosse a minha pena, amaria em silêncio, eternamente.

Morena, linda do mar, quisera eu poder roubar, uma gota somente de seu sorriso saliente, nesta manhã quente talvez este poema não viesse a me ocupar, pois, perdido eu estaria extasiado em seu negro olhar.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Como Fazer Bom Médico


Os iluministas, no século 18, diziam que as novas descobertas da ciência aumentariam o bem-estar e esparramariam a felicidade pela humanidade. Por extensão, acho que imaginaram que os médicos e a medicina seriam dois dos instrumentos que nos transportariam a esse estado de graça, pois poucas áreas do conhecimento experimentaram transformações tão extraordinárias. Passaram-se quase três séculos e, se o semblante das pessoas e as notícias dos jornais valerem, crêem que as coisas não foram tão bem. Nem a felicidade inundou a humanidade, nem os médicos conseguiram exterminar o sofrimento e conduzir ao ideal iluminista. Li que os médicos têm errado, são gananciosos e, às vezes, até matam. Não tenho dúvida de que a ingenuidade iluminista não levou em conta as imperfeições da natureza humana e o seu comportamento errático, que nos impedem de gerar médicos perfeitos. Se esse sonho é inatingível, seria ao menos possível criar bons médicos? Para responder a essa questão é importante compreender o que é um bom médico e por que nossa sociedade tem dificuldade para produzi-lo. A medicina, exercida na sua dimensão superior, apóia-se em dois pilares, o conhecimento científico e o humanismo. Este conceito, aparentemente óbvio, explica por que um bom médico não é aquele apenas dotado de grande ilustração técnica, já que, por mais sabido, nenhum homem dominará todos os mistérios da natureza. Tampouco é aquele que só tem compaixão e estabelece relações humanas profundas, pois só essas qualidades podem ser insuficientes para uma ação médica efetiva. Também não é aquele que confere toda a autonomia ao paciente, respeitando seu direito de escolha, pois o conhecimento médico é complexo para ser bem dominado pelos não-afeitos. Não é aquele que apenas compreende o valor da família, ela que reconforta e também sofre com os ventos da incerteza, pois nem todas as famílias partilham da dor. Menos ainda é aquele que já fez descobertas originais, pois as novas informações técnicas quase sempre representam pequenos tijolos que vão sendo acrescidos a essa edificação maior chamada ciência médica. Na verdade, o bom médico é o que combina o maior número dessas virtudes, aquele que se coloca ao lado do paciente, como bom companheiro.Os médicos se afastaram de seus parceiros; passaram a se preocupar em estender a vida, e não em expandir a existência. Por que está difícil fazer bons médicos? Em primeiro lugar, as escolas médicas têm acertado, mas com igual frequência têm falhado na escolha de seus alunos. O processo atual de seleção privilegia inteligência e capacidade de memorização e está longe de definir o potencial humanístico do aluno. Ademais, as escolas médicas elegem seus professores em função do número de linhas de seus currículos, que costumam refletir apenas conhecimentos técnicos. Com esse perfil, produzem-se professores que, com certa frequência, são incapazes de impregnar seus alunos com sentimentos humanísticos mais genuínos. Nossos governantes também não têm cumprido a sua parte. Permitiram a proliferação exagerada de escolas médicas, aceitando a idéia falaciosa de que estavam sendo criadas mais oportunidades para os jovens. Infelizmente, um número além do razoável dessas escolas funciona de maneira deficiente, principalmente na área de ensino hospitalar. Como resultado, uma quantidade indesejável de profissionais pouco preparados é lançada no mercado, com todas as consequências negativas previsíveis. Os salários do pessoal da saúde também foram aviltados- a remuneração básica em janeiro último, de um médico do SUS com 18 anos de trabalho, foi de R$ 1.491. Como exigir que esse profissional deixe de ter três ou quatro empregos ou que se mantenha atualizado, sendo que um livro técnico custa entre US$ 50 e US$ 500 e qualquer curso de aperfeiçoamento tem de ser pago pelo próprio médico? Não custa lembrar que 95% dos médicos brasileiros são assalariados, prestam serviços a organizações privadas de assistência à saúde - que contribuem para o desalento médico, cerceando sua autonomia de ação clínica, com restrições exageradas e perigosas. Finalmente, a sociedade e os próprios médicos também têm falhado. Arthur Smith, um autor inglês contemporâneo, escreveu que pacientes e médicos dançam juntos e um não sobrevive sem o outro. Essa coreografia foi posta de lado quando a sociedade passou a exigir dos médicos nada menos do que a perfeição, não aceitando sequer a derrota em fatos inexoráveis, como a existência de doenças incuráveis, a decadência pelo passar dos anos ou a morte implacável. Sociedade que assume uma postura quase sempre intolerante, sem levar em conta o ambiente circundado pela indigência, no qual atua um sem-número de médicos brasileiros. Os médicos também se afastaram de seus parceiros. Treinados para lidar com números e estatísticas frias e tocadas pelos enormes avanços da ciência, passaram a se preocupar em estender a vida, e não em expandir a existência. Ficam deslumbrados quando descobrem que podem prolongar a sobrevida por mais cinco ou dez anos, sem se importar se esses seres ficarão inertes e desconectados diante de uma televisão ou coletando seus produtos em fraldas. Com todas essas imperfeições, ainda é possível fazer bons médicos? Acho que sim. Michelangelo dizia que cada bloco de mármore bruto esconde uma figura esculpida, pronta para ser liberada com um pouco de trabalho e talento. Esta é a função dos educadores médicos. Descobrir, nos blocos amorfos, os pequeninos Davis e Pietàs, dotados não apenas de brilho intelectual para corrigir, mas, principalmente, de sentimentos humanísticos puros que irão curar. E que serão moldados para assumir o papel multidimensional que os médicos ocupavam em épocas anciãs, quando eram os guardiões do corpo e da alma. Os pequeninos que serão ensinados a misturar poderosos elixires, que aliviam o sofrimento físico com outras poções mágicas, de efeitos quase sublimes: ouvir sem julgar, expressar-se numa dimensão superior, respeitar as preferências individuais, estar ao lado continuamente e criar esperança - mesmo que sejam vislumbres de esperança. Dos educadores médicos, e também de todos os médicos, espera -se ainda mais: que assumam o papel de modelo no caráter e no comportamento, sem o que nenhuma virtude moral pode ser ensinada. Em um dos diálogos de Platão, Sócrates tentou explicar se virtude era transmitida por palavras ou conquistada pela prática. Como sempre, iluminou a questão, mas, nesse caso, não a respondeu de maneira definitiva. Essa resposta foi dada por Aristóteles: virtude é adquirida pela prática, e a melhor forma de incuti-la é pelo exemplo. Acho que a nossa sociedade e nossos governantes podem produzir o exemplo. Mas, enquanto eles não se decidem, não custa nada fazermos a nossa parte.

Miguel Srougi, 56, médico, pós-graduado em urologia pela Harvard Medical School (EUA), é professor titular de urologia da Unifesp (antiga Escola Paulista de Medicina).