
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Se afaste de mim!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Popular, sim. Grande, não!

domingo, 3 de outubro de 2010
Vamos errar de novo?

FAZ MUITOS ANOS já que não pertenço a nenhum partido político, muito embora me preocupe todo o tempo com os problemas do país e, na medida do possível, procure contribuir para o entendimento do que ocorre. Em função disso, formulo opiniões sobre os políticos e os partidos, buscando sempre examinar os fatos com objetividade.
Minha história com o PT é indicativa desse esforço por ver as coisas objetivamente. Na época em que se discutia o nascimento desse novo partido, alguns companheiros do Partido Comunista opunham-se drasticamente à sua criação, enquanto eu argumentava a favor, por considerar positivo um novo partido de trabalhadores. Alegava eu que, se nós, comunas, não havíamos conseguido ganhar a adesão da classe operária, devíamos apoiar o novo partido que pretendia fazê-lo e, quem sabe, o conseguiria.
Lembro-me do entusiasmo de Mário Pedrosa por Lula, em quem via o renascer da luta proletária, paixão de sua juventude. Durante a campanha pela Frente Ampla, numa reunião no Teatro Casa Grande, pela primeira vez pude ver e ouvir Lula discursar.
Não gostei muito do tom raivoso do seu discurso e, especialmente, por ter acusado "essa gente de Ipanema" de dar força à ditadura militar, quando os organizadores daquela manifestação -como grande parte da intelectualidade que lutava contra o regime militar- ou moravam em Ipanema ou frequentavam sua praia e seus bares. Pouco depois, o torneiro mecânico do ABC passou a namorar uma jovem senhora da alta burguesia carioca.
Não foi isso, porém, que me fez mudar de opinião sobre o PT, mas o que veio depois: negar-se a assinar a Constituição de 1988, opor-se ferozmente a todos os governos que se seguiram ao fim da ditadura -o de Sarney, o de Collor, o de Itamar, o de FHC. Os poucos petistas que votaram pela eleição de Tancredo foram punidos. Erundina, por ter aceito o convite de Itamar para integrar seu ministério, foi expulsa.
Durante o governo FHC, a coisa se tornou ainda pior: Lula denunciou o Plano Real como uma mera jogada eleitoreira e orientou seu partido para votar contra todas as propostas que introduziam importantes mudanças na vida do país. Os petistas votaram contra a Lei de Responsabilidade Fiscal e, ao perderem no Congresso, entraram com uma ação no Supremo a fim de anulá-la. As privatizações foram satanizadas, inclusive a da Telefônica, graças à qual hoje todo cidadão brasileiro possui telefone. E tudo isso em nome de um esquerdismo vazio e ultrapassado, já que programa de governo o PT nunca teve.
Ao chegar à presidência da República, Lula adotou os programas contra os quais batalhara anos a fio. Não obstante, para espanto meu e de muita gente, conquistou enorme popularidade e, agora, ameaça eleger para governar o país uma senhora, até bem pouco desconhecida de todos, que nada realizou ao longo de sua obscura carreira política.
No polo oposto da disputa está José Serra, homem público, de todos conhecido por seu desempenho ao longo das décadas e por capacidade realizadora comprovada. Enquanto ele apresenta ao eleitor uma ampla lista de realizações indiscutivelmente importantes, no plano da educação, da saúde, da ampliação dos direitos do trabalhador e da cidadania, Dilma nada tem a mostrar, uma vez que sua candidatura é tão simplesmente uma invenção do presidente Lula, que a tirou da cartola, como ilusionista de circo que sabe muito bem enganar a plateia.
A possibilidade da eleição dela é bastante preocupante, porque seria a vitória da demagogia e da farsa sobre a competência e a dedicação à coisa pública. Foi Serra quem introduziu no Brasil o medicamento genérico; tornou amplo e efetivo o tratamento das pessoas contaminadas pelo vírus da Aids, o que lhe valeu o reconhecimento internacional. Suas realizações, como prefeito e governador, são provas de indiscutível competência. E Dilma, o que a habilita a exercer a Presidência da República? Nada, a não ser a palavra de Lula, que, por razões óbvias, não merece crédito.
O povo nem sempre acerta. Por duas vezes, o Brasil elegeu presidentes surgidos do nada -Jânio e Collor. O resultado foi desastroso.
Acha que vale a pena correr de novo esse risco?
(Ferreira Gullar)
domingo, 26 de setembro de 2010
Vote na Dilma!

VOTE NA DILMA !
as promoções da época!
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Arnaldo Jabor
terça-feira, 14 de setembro de 2010
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Um Sonhador

terça-feira, 31 de agosto de 2010
Mudanças para o bem ou para o mal...

Que atire a primeira pedra quem não tem medo de mudanças!
Todo mundo tem medo de mudanças, afinal, a gente nunca sabe o que vai acontecer. Mesmo com tudo planejado, tudo esquematizado, algo pode acontecer e pronto: aconteceu merda!
Mas convenhamos que mesmo com esse medo, é impossível ficar parado. O mais engraçado é que mudamos mesmo quando não queremos. Mudar é crescer.
Eu sou uma pessoa que mudou muito. Não sou um camaleão, mas se pegar tudo o que já me aconteceu, desde pequeno até hoje, dá para perceber que não sou mais a mesma pessoa de antes. Mas nada desse papo de mudei para melhor ou mudei para pior. Apenas mudei. E encarei todas as conseqüências desse ato. Claro que não todas, mas encarei.
Creio que aqui alguém já ouviu o papo de “ele vai mudar por sua causa, até porque ele gosta de você”. Que mentira descarada. Estou aqui para conhecer uma pessoa que disse mudar por causa de outra, isso não existe. Nada de radicalismo de minha parte, só que isso não existe e pronto!
Somos detentores de uma única semelhança e nela convivemos e jamais mudamos. Se alguém gosta da gente tem que se acostumar com nossa forma de agir e pensar, mudar só para agradar, isso não dá mesmo para fazer, afinal, a mesmice vem com o passar do tempo e quando você menos perceber vai notar que aquela pessoa voltou a ser o que era antes. Podemos mudar sim, uma semana para tentar agradar já dá.
Uma vez ouvi de um amigo que “a pessoa não muda, porém, você pode moldá-la para agir da forma que você queria.” Porra, isso é ou não é tentar mudar a forma de agir e pensar de uma pessoa?!? Que mané!
Se quisermos ser felizes ao lado de uma pessoa, ou a aceite da forma que ela é ou nem insista.
Nosso maior erro e que é fundamental para um relacionamento duradouro é saber esperar o momento certo. Hoje vivemos em um mundo de tantas “ficadas”, por que não usá-las para conhecer bem a pessoa antes de se entrelaçar a ela?
Antes só do que mal acompanhado e antes só do que com uma pessoa que sorri por fora mais te odeia por dentro.
Fiquem bem!