domingo, 20 de fevereiro de 2011

Confiança sempre!


Às vezes me pergunto se tudo ainda é absoluto. Se ainda existe o certo e o errado. Bom e ruim. Verdades e mentiras. Tudo é negociável… deixando aberto às interpretações… ótimo!

Às vezes somos forçados a driblar a verdade. Transformá-la. Porque somos colocados a frente de coisas que não foram criadas por nós. E às vezes, as coisas chegam simplesmente até nós.

Não vai haver outro tempo em que você será mais honesto, em que suas convicções serão mais fortes, ou em que os seus motivos serão mais puros do que são agora. O que significa que deveria ir atrás de qualquer coisa que te empolgue. Seja confiante, corra riscos. E pinte por cima de palavras antigas para que você possa escrever coisas novas.

Faça um pedido e coloque no seu coração. O que você quiser tudo o que quiser. Você tem? Bom! Agora acredite que pode se tornar realidade.

Nunca se sabe aonde o próximo milagre vai estar o próximo sorriso, o próximo desejo tornado realidade. Mas, se você acreditar que está bem ali na esquina e abrir o seu coração e mente para essa possibilidade, para essa certeza, você vai acabar conseguindo aquilo que deseja.

O mundo é cheio de mágica, você apenas precisa acreditar nela, então, faça o seu pedido. Você tem? Bom! Agora acredite, com todo o seu coração.

Mas o que é do homem que tem encarado o que era antes? Ou o que não pode mais ser? Escolher o caminho certo nunca é fácil. É uma decisão que fazemos apenas com o coração nos guiando. Mas às vezes, achamos os nossos caminhos para algo.

Às vezes lutamos contra o arrependimento e remorsos dos nossos erros. Nossa malicia, nosso ciúme e a vergonha que sentimos por não sermos as pessoas que deveríamos ter sido. E é ai que achamos o nosso caminho para algo melhor, ou algo melhor acha o seu caminho para nós.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Que vida a minha...


Acordei pela manhã
só para te ver passar
e ter você na minha mente
pelo resto do dia
que vida a minha.

Ainda que eu não saiba seu nome
sei que já és minha dona
e eu passo todo o dia
imaginando seu sorriso
que vida a minha.

Não sei o que fazer
para ser o ar que está ao seu redor
e acariciar sua pele.

Eu só quero conversar
só quero te conhecer
me de um tempo para te convencer
que eu só quero ser seu amigo
mas morro por poder sair contigo.

Me de um sinal
me de um olhar
se estiver ao meu lado
nada mais vai me importar.

Eu quero estar entre seus braços
e morro por provar seus lábios
vermelhos, cheios de ti
só me diga que sim.

Me perco nas noites
por tanto pensar em você
e se consigo dormir sonho com suas carícias
que vida a minha.

Tenho todo esse amor
mais é só para ti
e eu só me conforto quando te vejo no outro dia
que vida a minha.

Não sei o que fazer
para ser o ar que está ao seu redor
e acariciar sua pele.

Eu só quero conversar
só quero te conhecer
me de um tempo para te convencer
que eu só quero ser seu amigo
mas morro por poder sair contigo.

Que vida a minha...

domingo, 23 de janeiro de 2011

Se nos morre o amor!


Se nos morre o amor
tens febre de frio
e caiu da cama
quando o cansaço o empurrou.

Está doente terminal
o mesmo que era tão forte
tem anemia de beijos
tem câncer de esquecimento.

E se ainda fosse pouco
tem vontade de morrer...

Se nos morre o amor
se nos morre os desejos
os vemos agonizar
convulsionado entre os lençóis.

E não existe um vinho tinto
que nos renove o extinto
se nos morre a magia
a paixão, a loucura.

Ah amor traiçoeiro
você veio para incomodar
eu sobrevivia sem ela
e ela era feliz sem mim.

Ah amor com o tempo
você estará enferrujado
esse amor suscetível
esse amor delicado.

Amor, por favor não morra
ou então morra de vez
porque não existe pior agonia
que aquele que morre em passos.

Se nos morre o amor
acabou a ternura
e essa liberdade
a convertemos em ditadura.

Se contagiou de costume
e eu sinto falta do fogo
se nos morre os sonhos
os versos e os beijos.

Ah esse amor implacável
eu já não sei o que prefiro
que me odeie de coração
ou que me ame sem amor.

Ah esse amor tão ingrato
me tira só uma dúvida
é você quem morre
ou sou eu que te mato?

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Volte pra casa!


É tarde, venha
estou cansado mas não quero dormir
essa noite eu quero
o seu corpo perto do meu.

Eu não vou precisar dizer Eu Te Amo
você vai saber
não vou precisar dizer Eu Quero Você
você vai saber.

Me leve pra casa
não quero passar a noite sem você
me leve pra casa
tudo que eu faço é sonhar com você.

Me leve pra casa...

Seu beijo, seu toque
quero sentir os calafrios de sua mão
sua pele, agora mesmo
é tudo que estou pensando.

Não me faça pedir
não me faça pedir pra você.

Por favor, vamos
me pegue pelo braço e me diga
que estás me levando pra casa
me leve pra casa...

É tarde, venha
estou cansado mais não quero dormir
enquanto você não chegar...

sábado, 18 de dezembro de 2010

Como me dói!


Se me acaba o tempo
já não posso mais estar um dia sem ti
as lágrimas já começam a cair
e eu comecei a ver o lindo de um começo
e o triste de um final.

Mas como me dói
o medo de ter você
mas como ter você
se já me dói te perder?

Teu abraço é uma respiração
com um beijo me mantém vivo
pois teu olhar é um lindo amanhecer.

Se há tanto tempo eu espero para ver
sentir algo tão grande
é muito triste ver seu final.

Mas como me dói
o medo de ter você
mas como ter você
se já me dói te perder?

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Se afaste de mim!


Se afaste de mim
e que seja rápido
antes que eu te minta.

Se o seu céu está cinza
o meu já está na tempestade.

Se afaste de mim
escapa
eu já não devo te ver mais.

A luz já não alcança
e não queiras caminhar sobre a dor
descalça.

Um anjo vai cuidar de você
pois ele pôs em minha boca a verdade
para te mostrar a saída.

Se afaste de mim, amor!

Eu sei que ainda estás a tempo
não sou de verdade quem pareço ser
e me perdoe
pois não sou a pessoa que você acredita ser.

Eu não cai do céu!

Se você não acredita em mim, amor
e quiser correr o risco
verás que sou realmente bom em enganar e fazer sofrer
a quem mais desejo.

Se afaste de mim
você sabe que não te mereço.

Queria me arrepender
fazer o mesmo
e não te dizer isso.

Se afaste de mim
escapa
eu já não devo te ver mais.

Entenda que embora eu te peça para ir
não quero te perder.

Eu sei que ainda estás a tempo
não sou de verdade quem pareço ser
e me perdoe
pois não sou a pessoa que você acredita ser.

Eu não cai do céu!

Se você não acredita em mim, amor
e quiser correr o risco
verás que sou realmente bom em enganar e fazer sofrer
a quem mais desejo... a quem mais desejo...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Popular, sim. Grande, não!


Não foram saudá-lo democraticamente. A tal ponto de civilidade não chegaremos tão cedo. Aos berros, munidos de bandeiras e dispostos a tudo, tentaram impedir que o candidato e seus correligionários exercessem o direito de ir e vir, e também o de se manifestar, ambos assegurados pela Constituição. O PT tem uma longa e suja folha corrida marcada por esse tipo de comportamento violento, autoritário e reprovável, que deita sólidas raízes em suas origens sindicais.

A força bruta foi empregada muitas vezes para garantir a ocupação ou esvaziamento de fábricas. E também para se contrapor à força bruta aplicada pelo Regime Militar na época em que o PT era apenas uma generosa idéia. Para chegar ao poder, o PT sentiu-se obrigado a ficar parecido com os demais partidos - para o bem ou para o mal. Mas parte de sua militância e dos seus líderes não abdicou até hoje de métodos e de práticas que forjaram sua personalidade. Um sinal de atraso.

Uma vez no poder, vale tudo para permanecer ali. Vale o presidente da República escolher sozinho a candidata do seu partido. Vale ignorar a Constituição e deflagrar a campanha antes da data prevista. Vale debochar da justiça. Vale socorrer-se sem pudor da máquina pública para fins que contrariam as leis. Vale intimidar a Policia Federal para que retarde investigações que possam lhe causar embaraços. E vale orienta-lo para que vaze informações manipuladas capazes de provocar danos pesados aos adversários.

No caso do primeiro turno, pouco antes de Dilma se enrolar na bandeira nacional e posar para a capa de uma revista como presidente eleita, a soberba de Lula extrapolou todos os limites. Ele foi a Juiz de Fora e advertiu os mineiros: Seria melhor para eles elegerem um governador do mesmo grupo político de Dilma. Foi a Santa Catarina e pregou irado a pura e simples extirpação do DEM. Foi a São Paulo, investiu contra a imprensa com os olhos injetados: "A opinião pública somos nós".

O mais sabujo dos auxiliares de Lula reconhece sob o anonimato que o ataque de fúria do seu chefe contribuiu para forçar a realização do segundo turno. Não haverá terceiro turno. Se desta vez as pesquisas estiverem menos erradas, Dilma deverá se eleger no próximo domingo - e até com uma certa folga. Mas a eleição ainda não acabou meus senhores. A história está repleta de casos onde um passo em falso, um gesto impensado ou uma surpresa põe tudo a perder.

O que disse Lula a respeito do episódio por Serra e por militantes do PT só confirma uma vez mais o quanto ele é menor - muito menor - do que a cadeira que ocupa há quase oito anos. Lula foi sarcástico quando deveria ter sido solidário com Serra, de resto seu amigo de longa data. Foi tolerante e cúmplice da desordem quando deveria tê-la condenado com veemência. Foi cabo eleitoral de Dilma quando deveria ter sido presidente da República no exercício pleno da função.

Sua popularidade poderá seguir batendo novos recordes, - e daí? Não é disso que se trata. Popularidade é uma coisa passageira. Grandeza, não. É algo perene. Que sobreviveu à morte de que a ostentou. Tiririca é popular. Nem por isso deve passar à História como um político de grandeza. No seu tempo, Fernando Collor e José Sarney, aliados de Lula, desfrutaram de curtos períodos de intensa popularidade. Tancredo Neves foi grande, popular, não.

Grandeza tem a ver com caráter, nobreza de ânimo, sentimento, generosidade. Tudo o que falta a Lula desde que decidiu eleger Dilma a qualquer preço.

(Ricardo Noblat)